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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como a vitória de Trump pode afetar o Brasil?

Trump não mencionou o Brasil durante a campanhaImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionTrump não mencionou o Brasil durante a campanha
Em um triunfo inesperado, o republicano Donald Trump foi eleito o novo presidente dos Estados Unidos. Trump conquistou vários Estados-pêndulo, onde os resultados eram imprevisíveis - podiam favorecer tanto um quanto o outro partido -, como Flórida, Ohio e Carolina do Norte, garantindo vantagem sobre Hillary Clinton.
Como o êxito do republicano pode afetar o Brasil? Leia a seguir expectativas sobre os principais temas da agenda bilateral.

Economia e comércio

O Brasil se beneficiaria de uma maior abertura dos EUA a produtos brasileiros. Hoje, os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China.
Historicamente, o Partido Republicano, de Trump, defende o livre comércio e se opõe a medidas protecionistas que ajudassem empresas americanas a competir com estrangeiras.
Assim, um candidato republicano tenderia a ser melhor para os interesses econômicos do Brasil do que um candidato democrata, que tende a ser mais protecionistas para defender indústrias e empregos locais.
Por causa de imprevisibilidade, Trump pode ter efeito negativo sobre a economiaImage copyrightAP
Image captionPor causa de imprevisibilidade, Trump pode ter efeito negativo sobre a economia, dizem especialistas
Mas Trump inverteu essa lógica ao propor renegociar os acordos comerciais firmados pelos EUA para preservar empregos no país e reduzir o déficit americano nas transações com o resto do mundo.
Se o empresário colocar essas ações em prática, o Brasil poderia ser prejudicado.
A professora de Relações Internacionais da ESPM Denilde Holzhacker afirma que as consequências seriam imediatas e negativas, e causariam o que muitos economistas estão chamado de "efeito Trump".
"Como ele fez propostas muito amplas e populistas, o efeito econômico dessas medidas podem ter impacto grande e gerar um caos na economia - principalmente porque ele é contrário ao livre comércio, se mostrou protecionista."
Mas Holzhacker faz uma ressalva sobre a aplicação dessa medidas.
"Agora, para saber o quanto ele vai conseguir implementar disso, vamos ter que esperar. Ele é tão imprevisível e tudo fica tão indefinido que prejudica muito o cenário econômico."

Imigração e vistos

Estima-se que um milhão de brasileiros vivam nos EUA, boa parte em situação migratória irregular.
Ele diz que protegerá o "bem-estar econômico de imigrantes legais" e que a admissão de novos imigrantes levará em conta suas chances de obter sucesso nos EUA, o que em tese favoreceria brasileiros com alta escolaridade e habilidades específicas que queiram migrar para o país.
Evento de latinos em apoio a Trump, que promoteu construir um muro para evitar entrada de imigrantesImage copyrightEPA
Image captionEvento de latinos em apoio a Trump, que promoteu construir um muro para evitar entrada de imigrantes
Outro tema de interesse dos brasileiros é a facilidade para obter vistos americanos. Trump fez poucas menções ao sistema de concessão de vistos do país.
Hoje, Brasil e EUA negociam a adesão brasileira a um programa que reduziria a burocracia para viajantes frequentes brasileiros, como executivos. A eliminação dos vistos, porém, ainda parece distante.
Para que a isenção possa ser negociada, precisaria haver uma redução no índice de vistos rejeitados em consulados americanos no Brasil, uma exigência da legislação dos EUA.
Tanto Barack Obama quanto Hillary Clinton apoiavam reformas no sistema de imigração americano, que dariam cidadania a imigrantes ilegais que hoje vivem nos Estados Unidos.
Já Trump fez declarações polêmicas durante a campanha, ameaçando deportar 11 milhões de imigrantes ilegais. Sua promessa de construir um muro na fronteira com o México gerou revolta entre parte da comunidade hispânica no país.
Ao final da campanha, Trump não mudou o tom prometendo, por exemplo, "veto extremo" à imigração. Mas deu menos detalhes sobre quais políticas irá realmente adotar. No entanto, é praticamente certo que as medidas propagadas pelos democratas não serão implementadas.

Relação com o Brasil

O Brasil e a América Latina não foram tratados como temas prioritários nas campanhas dos dois candidatos.
Em 2015, Trump citou o Brasil ao listar países que, segundo ele, tiram vantagem dos Estados Unidos através de práticas comerciais que ele considera injustas. A balança comercial entre os dois países, porém, é favorável aos EUA.
Como empresário, Trump é sócio de um hotel no Rio de Janeiro e licenciou sua marca para ser usada por um complexo de edifícios na zona portuária da cidade. Anunciada em 2012, a obra ainda nem começou.
Para a professora de Relações Internacionais da Unifesp Cristina Pecequilo, como Trump não falou nada sobre o país, após a rápida menção de 2015, e se distanciou de temas ligados à América Latina, não deve haver muitas mudanças para os brasileiros. No entanto, diferentemente de Hillary, o republicano tem o elemento de imprevisibilidade.
"A situação do governo Hillary para  o Brasil teria sido mais tranquila porque era mais previsível por qual caminho ela iria. Seria a continuidade do governo Obama, de uma dimensão política que tem o reconhecimento do Brasil como relevante, sem muitas mudanças."
Pecequilo afirma que o país deve perder relevância na visão dos Estados Unidos dado o conturbado cenário interno.
"Eles estão com tanto problema dentro de casa, que o Brasil não é uma preocupação."
Relação entre Brasil e EUA também vai depender de química entre Temer e TrumpImage copyrightAFP/AP
Image captionRelação entre Brasil e EUA também vai depender de química entre Temer e Trump

Questão de química

Especialistas nas relações Brasil-EUA costumam dizer que os laços entre os dois países dependem em grande medida da química entre seus líderes, independentemente de seus partidos ou ideologias.
Eles afirmam que, embora seguissem tradições políticas bastante distintas, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) e George W. Bush (2001-2009) tinham uma relação tão boa quanto a mantida entre FHC (1995-2002) e Bill Clinton (1993-2001), que tinham maior afinidade ideológica.
Já a relação entre Barack Obama e Dilma Rousseff nunca foi tão próxima e sofreu com a revelação de que o governo americano havia espionado a presidente brasileira.
Analistas afirmam ainda que Brasil e EUA têm relações bastante diversificadas e que os laços devem ser mantidos qualquer que seja o resultado da eleição em novembro, já que os dois governos dialogam dentro de estruturas burocráticas.
Do lado brasileiro, há interesse em se aproximar mais dos EUA, vença quem vencer. Em entrevista à BBC Brasil em julho, o embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, disse que o governo Temer investiria nas relações com as cinco principais potências globais (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido).
Amaral afirmou ainda que, na Embaixada, priorizaria áreas em que Brasil e EUA têm maior convergência, como direitos humanos e meio ambiente.
Fonte: BBB Brasil

terça-feira, 25 de outubro de 2016

As 5 matérias de Geografia que mais caem no ENEM

Por: F5 ONLINE
Em: 


Geografia do ENEM cai na prova de Ciências Humanas e Suas Tecnologias, junto com questões de História, Filosofia e Sociologia.  É importante estudar acontecimentos atuais de política e assuntos de igualdade social, racial e de gênero. Geralmente há mais questões sobre Geografia do Brasil do que Geografia Geral.
A seguir, veja as cinco matérias de Geografia que mais caíram no ENEM desde 2009. 

Matérias de Geografia que mais caem no ENEM:

Estrutura fundiária (23%) 
No Brasil existe uma grande concentração de terras. Menos de 2% dos proprietários são donos de cerca de 40% das propriedades rurais. Muitas vezes, questões sobre estrutura fundiária e outros assuntos de Geografia do ENEM pedem a interpretação de gráficos ou tabelas. Uma das consequências da concentração fundiária é a desigualdade social. Ela é fortalecida, também, pela modernização do campo. Estude também as características da agricultura brasileira para Geografia do Enem.

Meio ambiente e paisagens (23%)
O Brasil possui uma diversidade botânica imensa. Em nosso país, podemos encontrar florestas, formações arbustivas e rasteiras, além de uma composição vegetal litorânea diversa, o que faz com que essa matéria seja frequente nos vestibulares. É importante estudar domínios morfoclimáticos, biomas e clima para Geografia do ENEM.

Urbanização e população (15%)
Durante muitos séculos, a população rural foi maior do que a população urbana em todo o mundo. A quantidade de pessoas que habitam as cidades superou a população rural na década de 1970 no Brasil. Historicamente, o espaço urbano oferece mais oportunidades sociais, econômicas e políticas. É importante estudar as diferenças entre a urbanização em países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Estude o que é megacidade, megalópole e metrópole para Geografia do ENEM.

Geologia (11%)
Dentro da Geologia, existe o estudo das formas de relevo e da estrutura da Terra. Ela é formada por núcleo, manto e crosta. Devido à dinâmica da crosta terrestre, surgem terremotos, vulcões e relevos como cadeias montanhosas, por exemplo. Estude a Teoria da Tectônica de Placas e processos de formação de relevo.

Geopolítica (11%)  
A formação do território brasileiro dependeu de acontecimentos históricos e de características morfoclimáticas da região. Em Geografia Geral, procure entender a globalização, a multipolarização política, e as organizações reguladoras da economia. Entenda as características de países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Estude a organização política, territorial e regional do Brasil para o ENEM

domingo, 9 de outubro de 2016

Pré-Sal

Pré-Sal

As descobertas no pré-sal estão entre as mais importantes em todo o mundo na última década. A província pré-sal é composta por grandes acumulações de óleo leve, de excelente qualidade e com alto valor comercial. Uma realidade que nos coloca em uma posição estratégica frente à grande demanda de energia mundial.

A produção diária de petróleo no pré-sal passou da média de aproximadamente 41 mil barris por dia, em 2010, para o patamar de 1 milhão de barris por dia em meados de 2016. Um crescimento de quase 24 vezes.
Para descobrir essas reservas e operar com eficiência em águas ultraprofundas, desenvolvemos tecnologia própria e atuamos em parceria com fornecedores, universidades e centros de pesquisa. Contratamos sondas de perfuração, plataformas de produção, navios, submarinos, com recursos que movimentam toda a cadeia da indústria de energia.

Importantes conquistas

A marca de 1 milhão de barris de petróleo por dia no pré-sal foi atingida em menos de dez anos depois da primeira descoberta nessa camada geológica e apenas dois anos depois de alcançarmos, ali, 500 mil barris diários, em 2014.
Uma comparação com o nosso próprio histórico de produção dá a dimensão desse resultado: foram necessários 45 anos, a partir da sua criação, para que nossa empresa alcançasse, em 1998, a produção do primeiro milhão de barris de petróleo.
Esse crescimento acelerado da produção comprova a alta produtividade dos poços em operação no pré-sal e representa uma marca significativa na indústria do petróleo, especialmente porque os campos se situam em águas profundas e ultraprofundas.
Um dado que mostra, comparativamente, a alta produtividade do pré-sal é que a companhia precisou, em 1984, de 4.108 poços produtores para chegar à marca de 500 mil barris diários. No pré-sal, chegamos ao dobro desse volume de produção com a contribuição de apenas 52 poços.
O volume expressivo produzido por poço no pré-sal da Bacia de Santos, em torno de 25 mil barris de petróleo por dia, está muito acima da média da indústria. Dos dez poços com maior produção no Brasil, nove estão localizados nessa área. O mais produtivo está no campo de Lula, com vazão média diária de 36 mil barris de petróleo por dia.
Temos perfurado poços no pré-sal em tempo cada vez menor, sem abrir mão das melhores práticas mundiais de segurança operacional. O tempo médio para construção de um poço marítimo no pré-sal da Bacia de Santos era, até 2010, de aproximadamente 310 dias. Com o avanço no conhecimento da geologia, a introdução de tecnologias de ponta e o aumento da eficiência dos projetos, em 2015 esse tempo baixou para 128 dias; e nos primeiros cinco meses de 2016, para 89 dias. Uma redução de 71%.
Por conta do conhecimento acumulado em nossas operações e da inovação tecnológica, o custo médio de extração do petróleo do pré-sal vem sendo reduzido gradativamente ao longo dos últimos anos. Passou de US$ 9,1 por barril de óleo equivalente (óleo + gás) em 2014, para US$ 8,3 em 2015, e atingiu um valor inferior a US$ 8 por barril no primeiro trimestre de 2016.
Aprimoramento da  indústria de bens e serviços

O volume de negócios gerado pelo pré-sal é um vetor que impulsiona o aprimoramento da cadeia de bens e serviços, aportando tecnologias, conhecimento, capacitação profissional e oportunidades para a indústria. A superação dos desafios tecnológicos na industria do petróleo, em sua maioria, são  obtidos a partir da associação de esforços entre as equipes técnicas das operadoras e dos  fornecedores, muitas vezes apoiados por estudiosos e pesquisadores das  universidades e centros de tecnologias. O desenvolvimento do pré-sal induziu a vinda para o Brasil de centros de pesquisa de grandes fornecedores e uma política de conteúdo nacional que privilegie a competitividade, associada às oportunidades de desenvolvimento que serão geradas com a superação dos desafios que teremos pela frente. Além disso, pode alavancar grandes conquistas de conhecimento.  É importante salientar que a  Petrobras continuará considerando em seus projetos a capacidade competitiva da indústria nacional de bens e serviços.

Entenda como foi formado o pré-sal

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O pré-sal é uma sequência de rochas sedimentares formadas há mais de 100 milhões de anos no espaço geográfico criado pela separação do antigo continente Gondwana. Mais especificamente, pela separação dos atuais continentes Americano e Africano, que começou há cerca de 150 milhões de anos. Entre os dois continentes formaram-se, inicialmente, grandes depressões, que deram origem a grandes lagos. Ali foram depositadas, ao longo de milhões de anos, as rochas geradoras de petróleo do pré-sal. Como todos os rios dos continentes que se separavam corriam para as regiões mais baixas, grandes volumes de matéria orgânica foram ali se depositando.

À medida que os continentes se distanciavam, os materiais orgânicos então acumulados nesse novo espaço foram sendo cobertos pelas águas do Oceano Atlântico, que então se formava. Dava-se início, ali, à formação de uma camada de sal que atualmente chega até 2 mil metros de espessura. Essa camada de sal depositou-se sobre a matéria orgânica acumulada, retendo-a por milhões de anos, até que processos termoquímicos a transformasse em hidrocarbonetos (petróleo e gás natural).

No atual contexto exploratório brasileiro, a possibilidade de ocorrência do conjunto de rochas com potencial para gerar e acumular petróleo na camada pré-sal encontra-se na chamada província pré-sal, um polígono de aproximadamente 800 km de extensão por 200 km de largura, no litoral entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo.
As jazidas dessa província ficam a 300 km da região Sudeste, que concentra 58,2% do Produto Interno Bruto (soma de toda a produção de bens e serviços do país). A área total da província do pré-sal (149 mil km2) corresponde a quase três vezes e meia o estado do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Brasileiro usa garrafas PET para iluminar regiões pobres no Brasil


Brasileiro usa garrafas PET para iluminar regiões pobres no Brasil

ONG tem o objetivo de levar para as comunidades mais carentes uma fonte de luz econômica e sustentável

5 DE SETEMBRO DE 2016

facebook.com/umlitrodeluzbrasilA ONG tem o intuito de levar os postes de PVC para os lugares menos favorecidos e comunidades carentes.
Durante seu intercâmbio no ano de 2013 em Nairóbi, Quênia, o administrador Vitor Belota Gomes, de 27 anos, ficou impressionado com a falta de energia elétrica que existia em casas e escolas da região.
Foi então que ele resolveu achar uma solução de baixo custo para ajudar a população do país e se deparou com a ONG a Liter of Flight, que utilizava garrafas PET para fornecer iluminação.
A solução foi desenvolvida durante o apagão de 2001, pelo brasileiro Alfredo Moser, e a ideia foi tão genial e inovadora que se espalhou para outros países. Ela consiste em encher as garrafas com água e alvejante, para que a luz solar incida sobre o líquido e, por refração na água, gere iluminação ao ambiente. Para que o processo seja concluído, as garrafas são instaladas no telhado e podem chegar a fornecer 55 watts de luz, com a vantagem de não emitir gás carbono.
Depois que Gomes voltou ao Brasil, ele fundou a ONG Litro de Luz, para poder levar essa técnica a lugares menos favorecidos e comunidades mais vulneráveis. Porém, o que ele não imaginava era que iria encontrar dificuldades: “Diziam: ‘quem é esse playboy que quer subir no meu telhado e instalar uma garrafa?’”, contou ao site Razões para Acreditar.
Ele também disse que a maior reclamação dos moradores dessas comunidades era a falta de energia nas ruas e não em suas casas. Foi aí que ele decidiu mudar o foco da ONG, passando a desenvolver soluções para a solução desse problema.
Uma delas foi a criação do poste de PVC, que possui uma placa fotovoltaica que carrega uma bateria com capacidade para armazenar até 32 horas de energia e acende pequenas lâmpadas de LED dentro das garrafas PET. Esse novo sistema já foi instalado em comunidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Florianópolis.

Região Norte será beneficiada pelo projeto

Agora o próximo passo de Gomes é levar seu projeto sustentável para a cidade de Caapiranga, um município de 12 mil habitantes localizado no Amazonas. Em entrevista concedida ao Folha de S. Paulo, ele ressaltou: “Vamos entrar na Amazônia com projeto de longo prazo. É a região mais carente de energia, onde muitos dependem de geradores a diesel que só funcionam algumas horas por dia.”
A ONG conseguiu instalar mais de 1 milhão de garrafas diurnas, mais de 25 mil garrafas noturnas e mais de 3 mil postes de luz, ajudando 21 países no seu desenvolvimento de forma econômica e ecologicamente sustentável.

Fonte: Pensamento Verde

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Clima: está na hora de reflorestar

Especialistas e representantes dos governos brasileiro e alemão defendem, em Brasília, a conservação ambiental como atrativo econômico

Por: Lucas Tolentino – Editor: Marco Moreira




O combate ao desmatamento e o incentivo à conservação florestal aparecem entre as principais medidas para alcançar o desenvolvimento sustentável. Em rodada de discussões na Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, realizada nesta quarta-feira (19/08), em Brasília, especialistas e representantes dos governos do Brasil e da Alemanha defenderam a importância de ações como manejo e recuperação dos biomas na agenda ambiental.
 O principal desafio apontado no debate é definir as medidas futuras que devem ser adotadas em diversas instâncias. De acordo com o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Carlos Klink, ações que serão tomadas em médio prazo serão decisivas. “O Brasil alcançou consistentemente bons resultados no combate ao desmatamento”, afirmou. “Agora, é preciso olhar para frente e partir para o reflorestamento.”
 ECONOMIA FLORESTAL
Para Klink, a construção de um mercado baseado no valor da floresta em pé é essencial para a promoção do desenvolvimento sustentável. “O uso sustentável da biodiversidade e da economia florestal é o caminho”, defendeu. Segundo ele, o País já vem executando ações nesse sentido. “A agricultura de baixo carbono é um dos focos do governo federal”, exemplificou o secretário.
 Também foram apontadas como soluções as iniciativas no âmbito de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) – mecanismos capazes de cortar a liberação de gases de efeito estufa gerados pela supressão de vegetação, o que inclui a conservação dos estoques de carbono florestal. “Esse é um mercado que trabalha por soluções eficientes para a questão”, sintetizou o diretor-geral para Políticas Europeias e Internacionais para o Clima da Alemanha, Franzjosef Schafhausen.
 SAIBA MAIS
Apesar de considerado natural, o efeito estufa tem aumentado nas últimas décadas e gerado as mudanças do clima. Essas alterações são fruto do aumento descontrolado das emissões de substâncias como o dióxido de carbono e o metano. A liberação desses gases na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Fidel, em 73: 'EUA dialogarão com Cuba quando presidente for negro, e papa, latino-americano'

Fala de Castro a jornalistas tinha como objetivo demonstrar o quão distante estava a possibilidade da retomada da relação entre os dois países vizinhos

quarta-feira, 22 de julho de 2015

13 Questões - Tectonismo, Vulcanismo, Deriva Continental, Tipos de rochas...

1 - Questão (PUC – MG)  A teoria da Tectônica de Placas explica como a dinâmica interna da Terra é responsável pela estrutura da litosfera, sendo INCORRETO afirmar:
(A) A litosfera é a parte rígida que compõe a crosta terrestre; é segmentada em placas que flutuam em várias direções sobre o manto.
(B) O movimento das placas pode ser convergente ou divergente, aproximando-as ou afastando-as, ou ainda deslizando-as uma em relação à outra.
(C) A tectônica é responsável por fenômenos como formação de cadeias montanhosas, deriva dos continentes, expansão do assoalho oceânico, erupções vulcânicas e terremotos.
(D) As placas continentais e oceânicas possuem semelhante composição mineralógica básica, uma vez que essas placas compõem a crosta terrestre.


2 - Questão Com relação à constituição interna da Terra, suas camadas e características gerais, é correto dizer-se que:
(A) a tectônica é responsável por fenômenos como formação de cadeias montanhosas, deriva dos continentes, expansão do assoalho oceânico, erupções vulcânicas e terremotos.
(B) o núcleo interno, constituído, principalmente, de ferro e níquel, encontra-se em estado líquido devido às altas temperaturas ali reinantes.
(C) o núcleo externo encontra-se em estado sólido e apresenta uma constituição rochosa. Nele, são geradas correntes elétricas que imantam o núcleo interno e criam o campo magnético da Terra.
(D) as placas continentais e as oceânicas possuem semelhante composição mineralógica básica, uma vez que essas placas compõem a crosta terrestre.


3 - Questão O bloco diagrama representa o processo de formação de um fenômeno natural de grande magnitude, decorrente da movimentação de placas tectônicas.

 

Assinale a alternativa sobre o local e as condições de movimentação das placas tectônicas e o consequente fenômeno natural.
(A) No fundo do oceano, com terremoto em profundidade, sem deslocamento do solo e propagação de ondas gigantes; tsunami.
(B) Em superfície, sem deslocamento do solo oceânico e propagação de ondas gigantes; maremoto.
(C) No fundo do oceano, com deslocamento do solo sem propagação de ondas; terremoto.
(D) No fundo do oceano, com terremoto em profundidade, deslocamento do solo e propagação de ondas gigantes; tsunami.


4 - Questão: (FATEC) A teoria da “tectônica de placas”, hoje mais do que comprovada empiricamente, explica fenômenos como vulcões, terremotos e tsunamis. Segundo essa teoria, as placas tectônicas
(A) atritam entre si nas extremidades da Terra, derretendo as calotas polares.
(B) movem-se porque flutuam debaixo dos solos dos oceanos, causando abalos no continente.
(C) deslizam sobre o magma do interior da Terra e chocam-se em alguns pontos da crosta.
(D) movimentam-se em conjunto, desenvolvendo abalos sísmicos coordenados e previsíveis.


5 - (UFRS)  Como desenvolvimento da Teoria da Tectônica de Placas, fenômenos como a formação das cadeias montanhosas e das fossas submarinas foram melhor compreendidos. Com isso, sabe-se que a Cordilheira dos Andes se encontra em uma região da crosta terrestre que:
a) apresenta uma área de colisão de placas tectônicas.
b) forma margem continental do tipo passiva.
c) se situa em uma área de expansão do assoalho oceânico.
d) coincide com limites divergentes de placas.


6 - Terremotos são gerados pelos movimentos naturais das placas tectônicas da Terra, que causam ajustes na crosta terrestre, afetando a organização das sociedades. Em relação aos sismos naturais, é correto afirmar que eles são causados por:
a) forças endógenas incontroláveis.  
b) energias exógenas excepcionais.  
c) forças antrópicas descontroladas.  
d) energias antrópicas excepcionais.  
 

7 - (FATEC)  O 'tsunami' que matou, em dezembro de 2004, muitos milhares de habitantes de países banhados pelo Oceano Índico já estava quase esquecido quando, em final de maio de 2006, um forte tremor de terras na ilha de Java (Indonésia) fez novas vítimas, que chegam a cerca de 5 mil mortos.
Os dois fenômenos, tsunamis e terremotos,
a) estão relacionados às estruturas geológicas cristalinas, predominantes na região.
b) representam ocorrência comum nas regiões situadas no centro de uma placa tectônica.
c) resultam dos desequilíbrios geotérmicos que ocorrem no núcleo, parte central da Terra.
d) têm origens semelhantes, pois ocorrem devido à movimentação das placas tectônicas.


8 - (UNIFENAS) Podemos considerar agentes internos e externos do Globo Terrestre respectivamente:
a) Tectonismo e intemperismo.
b) Vento e vulcanismo.
c) Águas correntes e intemperismo.
d) Vento e águas correntes.
      

9 - Questão Unesp/2005-2 O processo que gerou a atual configuração dos continentes na superfície do planeta Terra resultou da fragmentação e do afastamento das terras emersas que, no princípio, constituíam um único bloco chamado Pangéia. Duas teorias tentam explicar esse processo. São elas:
(A) a das placas tectônicas e a da descontinuidade de Mohorovicic.
(B) a da deriva continental e a da descontinuidade de Gutemberg.
(C) a das placas tangenciais e a das placas continentais.
(D) a das placas tectônicas e a da deriva continental.

10 - O processo de transformação das rochas preexistentes formou as chamadas Rochas Metamórficas. Sobre esse processo, também chamado de metamorfização, é correto afirmar que:                                                                                                              a) acontece próximo à crosta terrestre                                                                                       b) é oriundo exclusivamente de regiões oceânicas                                                                   c) só atua em rochas magmáticas                                                                                         D) ocorre somente em locais de alta pressão e com temperaturas elevadas

11 - (UEM)Sobre as rochas que compõem a crosta terrestre, assinale a alternativa correta.                                
a) As rochas sedimentares formaram-se pelo resfriamento e pela solidificação de minerais da crosta terrestre, isto é, o magma.                                                                                          b) As rochas metamórficas formaram-se a partir da compactação de sedimentos de outras rochas                     
c) As rochas magmáticas formaram-se a partir da compactação de sedimentos de outras rochas.                                      
D) As rochas magmáticas formam-se a partir da solidificação do magma.

12 - Os ventos as chuvas, as ondas do mar, as mudanças de temperatura são exemplos de agentes importantes na formação das rochas.
Assinale a alternativa que se refere às rochas que dependem desses agentes para serem formadas:
a) Rochas Magmáticas                                                                                                                                                 
b) Rochas Metamórficas                                                                                                                                              
c) Rochas Sedimentares                                                                                                                                           
d) Nenhuma rocha

13.   Rochas são agregadas naturais de grãos de um ou mais minerais. São formadas por diferentes processos, podendo ser classificadas como sendimentares, metamórficas e magmáticas. A partir dessas afirmações, responda:

a)    Quais são as principais diferenças entre as rochas sedimentares e as magmáticas?





b)    Como se forma uma rocha metamórfica?